Samstag, September 15, 2007

„Noite de Tormenta!“



Hoje não me apetece poesia, nem palavras bonitas e mornas.
Apetece-me guerrear, correr aos berros pelas ruas.
Erguer espadas!
Gritar!


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Agarrar algumas pessoas pelos fundilhos e sacudi-las,
extrair olhos e soprar-lhes na alma.
Abrir peitos a murro,
de certos pavões-Homens, orgulhosos, egoístas e egocêntricos.
Arrancar-lhes à dentada o coração-pedra de dentro e mostrar-lhes que o viver é outra coisa.

Incutir-lhes, tatuando a fogo e sangue frio, na pele, que esta vida é de todos!
Que se vivemos hoje com tanta gente ao redor é por alguma razão.
E certamente não é para andarmos pelas ruas de olhos fechados, sentindo-nos orgulhosamente únicos!
Pedantes!


Bradar aos surdos de olhares, que vale a pena estender a mão!
Ajudar quem necessita, por vezes, apenas com um pouco do nosso tempo,
uma palavra meiga,
um simples gesto de conforto.
Que não se é menos Homem por um pouco de humildade e nobreza!
Solidariedade!
Amizade!

Sentir que vivemos e não apenas vegetamos num mundinho perfeito de faz de conta.
Esterilizado!
Organizado!
Equilibrado!

Fingindo que somos honrados, justos!
Sinceros!
Puros de alma, amigo de seus amigos.
Balelas!
Tretas!
Mentiras!

Estamos aqui de passagem!
O Amanhã pode não chegar!
E o Agora ...passou!

Basta!

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Sinto-me cansada!
Alquebrada ...de confiar, de acarinhar,
de desculpar uma, outra e outra vez, quem não merece!

Não consegui conciliar o sono, dormi malissímo,
por culpa minha, apenas!
Por idiotia!
Por ser assim, tão estupidamente confiante ...em quem gosto!

Por entregar-me sem reservas, ficando à mercê da mesquinhez e pequenez de tantos!
Por deixar a raiva apoderar-se da alma, como ave de rapina, roubando-me o sossego da noite.
Hei-de arrancar-te da alma!

E no entanto, agora mais calma,
Mais eu.
Sem nenhuma contrição!
Sem pesar ou arrependimento,
de ser e sentir como sinto!
Eu!
Diferente!
Alada!

Donnerstag, September 13, 2007

Desencontros!



Foram teus lábios ...
Que colmaram de quietudes,
Meus momentos!
E sussurraram ao ouvido,
Que tu e eu,
Nos encontremos!

Que nos amemos nesta vida,
como em todas que já vivemos!

Foram teus beijos ...
Que despertaram a mulher que levo dentro.
Atearam fogueiras, na pele, a fogo-lento.
Reavivando, aquecendo, a paixão,
Apesar do Tempo!

Nas tuas mãos ...
Aprisionas a Memória!
Acorrentas entre teus dedos,
Todos os sonhos, esperanças e momentos.

Manchas de medo, egoismo e receio.
Quebrando as asas dum destino por viver.
Sangra de Amor
O coração da nossa história!

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Por amar-te,
Livre ..deixo-te ir!

Samstag, September 08, 2007

*Parabéns*







E aqui estamos, festejando mais um ano de partilha.
Três anitos!

O meu carinho a todos.
Aos silenciosos!
A quem sempre deixa um miminho
E ...a quem me inspira!



*Blessed Be*

Donnerstag, September 06, 2007

„Mariposeando“






Foi deitar cedo, como há séculos não o fazia.
De repente um cansaço pendia-lhe dos olhos ...e a alma fugia-lhe do corpo, ausente, percorrendo espaços, querendo correr para outros mundos.

Tateou olhares na penumbra de um sorriso
Que adormecia a noite num sopro de brisa frágil.


Alguém a chamava, murmurava seu nome!
Não se ouviam passos, nem respiração, apenas a sensação de estar noutro lado, leve, suave ..
Algures num lugar que dispensa a visão.
Na antecâmara entre sonho e realidade.

Sentia a pele tremula de afagos.
coberta de rendas, tecidas de segredos e pó de estrelas.

Num eco de música, fragmentado de goles de silêncio,
mariposeava-se, adentrando-se, além de si.
Longe ...
Na outra margem.

E há uma ponte de teias douradas,
entre os dois mundos.
A essência.


Anjos de enormes asas mornas,
chegaram, resgatando-la ...
dum obituário sentir.
Desistir!

De lá ...
Trouxe beijos nas pontas dos dedos,
e nos lábios, um poema antigo,
como se as palavras estivessem penduradas na fria manhã.


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Acordou com um véu de fadas no olhar e ...
nas veias a sede de Amar.




Mittwoch, September 05, 2007

Rasgando (Me)






Meus sentimentos são selvagens cavalos alados.
De longas e brancas crinas,
dançam ao vento, num galopar desenfreado.

Sem rumo definido ou traçado ...
Vivo-os!
Ao rubro.
Amando!

De ti me rasgo e dispo.
Re-invento.
Me despeço.
Re-vivo!

Indomável,
Existo!

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Alma livre,
Permaneço!



Donnerstag, August 30, 2007

Catedral de Essências


Quando te sinto perto,
Sou pássaro em chamas,
Pousando mansa, estuando,
Na espera do toque dos teus olhos!

E tudo faz sentido,
No mar intenso dos teus lábios,
Onde mergulho e me esqueço.

Sou sorriso ancorado,
Na planicie almiscarada do teu peito,
Porto seguro, meu aconchego!

Na circunscrição dos teus braços,
Abraço-árvore, arraigado nos Tempos.
Sou portal a outros mundos.
Descerrando sentimentos!

E no intervalo das tuas pernas, meu Homem
Sou Alma em equilibrio!
Florescendo!

Quando tu estás, meu amor ...
A vida deita-se na minha cama,
E perfuma de brancos salmos,
Silenciosos, cantados pelos teus dedos.












Olha-me!

Mittwoch, August 29, 2007

Sangrando Amor


Passam os dias, arrastando os meses,
Tornando momentos numa eternidade dolorosa.

E o tempo, escoa lento.
Longe do teu toque,
Minha pele desveste-se do que foi,
Não vibra, não sente.

Cobre-se da ordinariedade do quotidiano,
De um qualquer amargo analgésico.
Veste-se do que não sou,
De um torpor nublado.
Num gotejar aziago.
Sobrevivo!
Relembrando ...

Tempestades rasgam o céu.
E o trovão sussurra,
Difamando teu caracter,
Ofuscando teu nome.
Contam-me histórias da tua arrepsia!

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E depois ...um dia vens!
E na minha carne ...
Abrem-se feridas em rosa,
Oferencendo-te pétalas de chagas nascidas
Sob a pele falsa que me esconde.

Por instantes, sentindo-te ...
Sou nova, reinventada.
Como se naquele momento,
Nascesse ao teu perto sentir.
E florescesse num ápice, outra eu.

Depois ...vais embora,
E o ciclo repete-se.
Deixando-me seca, outunal.
Maltrapilha de mim!


Dienstag, August 21, 2007

Dienstag, Juli 24, 2007

“Pele de Outono”







Se o sol te perguntar por mim;
Diz-lhe que fui com o vento,
Que me perdi entre as folhas.
Que procuro o rumo, o prumo,
O Céu!

Não sei até onde me levará este voo-gaivota,
Se por tuas praias, ou se, num chão-mar de solidão.

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E o que sinto é imenso, grande ...
De tão intenso que dói lento, grave!
E mesmo que fosse agudo, seria surdescente.
Corroendo-me os olhos,
sufocando meus lábios.

Este sentir, tem nome, amor ...
E um gosto amargo a nada em cada suspiro.
Encerrando-me em pele de outono,
Esperando a primavera de ti!



Montag, Juli 16, 2007

Fado







Emudeci como as pedras
Num silêncio de queixumes
Em mãos de guitarras caladas!
Gemidos leves, ternuras,
Xaile de franjas rasgadas.


Enxugo os sentidos,
O querer maior,
A imensidade de um carinho
ténue e inutil labareda, agora,
agitada num sopro de vento sem brio,
Já desmaiado!

Lacrei palavras e sílabas,
embaulei-as fundo, ocultas
No sigilo profundo de cinzas,
seladas em lagoas saudosistas!

Esperando-Te!







(Lentamente voltando ao normal, quase recuperada, re-aprendendo os movimentos. Beijoca a todos)

Samstag, Juli 07, 2007





Como alguns de vcs sabem, há um mês (ou mais) que estou lesionada do braço direito.
Juntando as dores, a imobilidade completa do dito, os testes e mais testes e ainda as testas franzidas dos doctores, tudo tem contribuido a este sentir menos bem, fisica e psicologicamente.

Quero agradecer o carinho e o apoio e desculpem a falta de resposta aos comentários deixados.(Obrigada)


Abraço meigo.
Bom fim de semana.

Samstag, Juni 30, 2007

"Estendal de Esperânças"



Re-invento o amar,
Mareando o sentido,
Encrostado no fundo dos olhos.
Aprendi-me,
Amando-te!

Decifro a palavra tua,
Matizada dum verde velho,
Digital impressão do muito
Que me habita.

Adivinho-te no vento,
Num leito de pele,
No invisivel rasto que ficou,
No olhar,no peito...

e num ventre de esperânças!

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Sei-me vicejada de ternura
Lapisada de ausências!
Estás aqui, perto ..
E a minha saudade,
Faz companhia à tua!

No caminho das incertezas,
E silêncios ...
Não há poema no mundo

Que me pertença, ou
Descreva!





Donnerstag, Juni 28, 2007

Sopro






Ofereci meus paradoxos,
Minhas intersecções,
Plexos e senãos!

Esculpi arestas,
Transparências abstratas,
Fendas e meandros.

Fiz versos submersos!
Engendrei palavras surdas.
Em braille, redigi da alma,
A pele.
O ser e querer.
Do adentro!

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Sou de mudez e quietudes,
De bordados e sussurros.
Narro-me cuidadosa e mansa.
Timida!

Do umbigo de tudo, e das costuras
que me alinhavam,
me prendem e enredam.
Rasgo!
Escapo!
Sonho!

Encontro-me, no âmago vibrante
Dum cristal rubente!
Enfim ...
Resgatada!



Mittwoch, Juni 27, 2007

Cuidar-te a alma







Desvanece na tarde a lembrança
Dilui-se entre nuvens agrestes
Degradando no céu,
O sol, e o verão fugidio.

Agonizam os dias,
Na espera do estio.
Do vermelho vivo,
Amante!
Quente!

Lânguido, o tempo;
Profecia tempestadas em mar-peito,
Álveo dum rio.
Leito!

Doce, doce ...este cântico!
Apascenta-se a alma em litanias,
No regaço da lua
e no silêncio da noite,
serena ...
Entressonho-te!

Sonntag, Juni 24, 2007







Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

(O Guardador de Rebanhos
Alberto Caeiro)

Samstag, Juni 23, 2007

Frêmito…


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Frêmito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doído anseio dos meus braços a abraçar-te,

Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!

E vejo-te tão longe! Sinto tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que não me amas…

E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas…

(Florbela Espanca - A mensageira das violetas)


Fim de semana lindíssimo a todos

Freitag, Juni 15, 2007








*Bom fim de semana*

(Beijo meigo)

Dienstag, Juni 12, 2007

Efemeridades


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Um dia tive um sonho!
Possuía beleza, misticismo, magia.
O costume dos sonhos!
Bonito!

Falava-me horas e horas ao ouvido,
Contava-me histórias, vivências.
Compartia comigo pequenos detalhes,
Que fazem o caminho-vida, intenso!


Pouco a pouco, foi-se dando a conhecer,
Ternurento, impulsivo,
Meigo, orgulhoso ...

E eu .. Lentamente,
E sem dar por isso,
Doei-lhe a alma,
A essência,
A minha verdade!
Sem segredos.
Autêntica!

Suaves e doces eram suas palavras,
acendiam-me estrelas nos olhos,
A voz melodiosa e perfumada,
inventava-me fogueiras na pele.
E eu ...encantada,
Sonhava!

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Passaram-se semanas, meses ...
tantos momentos bons, lado a lado,
mão na mão.
Mais pareciam outros sonhos, sonhados
De outras Vidas, antes vividas!

Partilhámos um mesmo sono,
O mesmo espaço, a mesma vontade,
A mesma fé!

Era o meu sonho, era ele que me fazia sorrir, gargalhar.
Enfim ..a mesma utopia!

Um dia, o sonho chegou perto, mais perto ...
Ficou nas minhas mãos, aninhado.
Com voz branda e melosa, perguntou:
“-Serias capaz de lutar por mim?”
Sem muito pensar, disse-lhe:
“ -Sim!”

E o sonho cresceu, tornou-se grande ...
Dançava nas páginas dos livros,
Escrevia poesia,
Enfeitava o jardim de cores e flores,
Maroto, escondia-se nos cantos da casa.
Juntos, cantarolavamos músicas preferidas.

Noutros dias, sem aviso
Disfarçava-se de pesadelo,
E ...brincando, sorria!
Traquino, fazia birra quando não lhe ligava.
E beiço quando me zangava!

Tornou-se tão grande, tão imenso.
E eu ...confiava!

A cada percalço, fortalecia!
A cada barreira, engrandecia!

Cresceu tanto que conseguiu tocar a Realidade.
Nesse dia ...
Magoou-me!
Feriu-me!
E o sonho morria!

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Montag, Juni 11, 2007


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"Nunca digas 'amo-te' se não te interessa.
Nunca fales sobre sentimentos,
se estes não existem!
Nunca toques numa vida,
se não pretendes romper um coração.
Nunca olhes nos olhos de alguém,
se não quiseres vê-los chorar por ti!
A coisa mais cruel que se pode fazer,
é permitir que alguém se apaixone por ti,
quando tu não pretendes fazer o mesmo."


(Mário Quintana)

*Namastê*



Mulher-alma, tatuada de sol e carinho
Pele ébano, canela e mel.
Abraça a vida numa dança ritual
Nos olhos a magia do Tempo agreste.
No ventre as esperanças,procriando sorrisos!

(Pelo carinho, meiguice, abraço e tudo, e tudo.
Sem palavras)

E ...

Tu, mulher-menina ...
De alma amadurada de dissabores.
Num caminho desgarrado pela desilusão,
Perdida na imensidão dum sentir grande.
Foste luz no escuro.
Mão, segurando firme na minha!
Paz no desassossego!

(Pelo delicioso almoço sabor a mãe, pela ternura,
as gargalhadas e tanto, tanto)


Perdoem o meu estar ausente ...
Agreste, rude.
Perdoem!





E se o destino se demorar ...
E não cruzar as nossas linhas.
E o abraço, for apenas...
palavra,sentida na distância...
Eu não olvido!

Sempre que o sol explodir em mil raios
Aquecendo meu rosto,
E a lua ilumine a noite, guiando meus passos
E eu possa assim, bordar caminhos
entrelaçando magia e quereres.

Não haverá limites,
Nem fronteiras,
Nem forças ou poderes
capazes de reter ...
a Alma e o Sentir!

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