Dienstag, Juni 12, 2007

Efemeridades


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Um dia tive um sonho!
Possuía beleza, misticismo, magia.
O costume dos sonhos!
Bonito!

Falava-me horas e horas ao ouvido,
Contava-me histórias, vivências.
Compartia comigo pequenos detalhes,
Que fazem o caminho-vida, intenso!


Pouco a pouco, foi-se dando a conhecer,
Ternurento, impulsivo,
Meigo, orgulhoso ...

E eu .. Lentamente,
E sem dar por isso,
Doei-lhe a alma,
A essência,
A minha verdade!
Sem segredos.
Autêntica!

Suaves e doces eram suas palavras,
acendiam-me estrelas nos olhos,
A voz melodiosa e perfumada,
inventava-me fogueiras na pele.
E eu ...encantada,
Sonhava!

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Passaram-se semanas, meses ...
tantos momentos bons, lado a lado,
mão na mão.
Mais pareciam outros sonhos, sonhados
De outras Vidas, antes vividas!

Partilhámos um mesmo sono,
O mesmo espaço, a mesma vontade,
A mesma fé!

Era o meu sonho, era ele que me fazia sorrir, gargalhar.
Enfim ..a mesma utopia!

Um dia, o sonho chegou perto, mais perto ...
Ficou nas minhas mãos, aninhado.
Com voz branda e melosa, perguntou:
“-Serias capaz de lutar por mim?”
Sem muito pensar, disse-lhe:
“ -Sim!”

E o sonho cresceu, tornou-se grande ...
Dançava nas páginas dos livros,
Escrevia poesia,
Enfeitava o jardim de cores e flores,
Maroto, escondia-se nos cantos da casa.
Juntos, cantarolavamos músicas preferidas.

Noutros dias, sem aviso
Disfarçava-se de pesadelo,
E ...brincando, sorria!
Traquino, fazia birra quando não lhe ligava.
E beiço quando me zangava!

Tornou-se tão grande, tão imenso.
E eu ...confiava!

A cada percalço, fortalecia!
A cada barreira, engrandecia!

Cresceu tanto que conseguiu tocar a Realidade.
Nesse dia ...
Magoou-me!
Feriu-me!
E o sonho morria!

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Kommentare:

António hat gesagt…

É assim o amor. Sem reservas nem concessões, ele bate á porta; sem se saber quando; sem se saber onde. E nem põe a hipótese de que a porta não se possa abrir. Malandro, ele, que, no momento em que bate, já sabe que entrou. E assim deve ser. Traz tudo consigo: todos os sentires que nos atropelam tontos ; todos os sonhares que do corpo voam procurando alma. Deixa-nos assim, como que sem jeito. Não é culpa nossa, antes desejo mágico, que ele entre assim pela porta aberta. E é aberta que ela deve estar. Mesmo sabendo que ele, traquinas, pode bem partir. E ficarão saudades das cores com que nos pintou, dos perfumes com que nos banhou, dos afagos com que nos tocou, dos sabores com que nos enebriou, das músicas com que nos cativou. Será grande a tristeza? Será. Mas bendita. Que ao nos afogarmos nela sabemos que sabemos o que já tivemos no lugar que é dela. E isso é um grande bem. E um altar onde, devotos, podemos pedir milagres, pois sabemos que eles existem. E que os sonhos não morrem.
E, depois desta tontice, não me posso assinar como"Anónimo";
seja, então, "António".

Equi. hat gesagt…

Está...simplesmente...lindo...**

sonhadora hat gesagt…

Pois é "António" é grande a tristeza, mas como vc diz e bem.
Bendito seja o Amor!

Não se ama pensando na dor do amanhã.
Ama-se!
Pura e simplesmente!



E quando a dor adormecerá num amanhã, aquietando a mágoa.
Será sempre mais feliz quem mais amou.
Doou-se a si mesmo, de alma inteira.

Bendito seja o Amor!

Obrigada pela sua visita, agradeço carinhosamente as suas lindissimas palavras.

Permita-me:
Um abraço meigo, sentido.
Fique bem.

óptimo fim de semana

sonhadora hat gesagt…

Equi. *

Beijo ..e aquele abraço carinhoso.

...*...